terça-feira, 5 de outubro de 2010

No encanto da flauta

Tenho um brilho bom nos olhos
Um brilho novo
Não mais um brilho de fogo, vermelho da paixão
Mas um brilho de paz, azul do amor celestial
Sua alma toca uma flauta transversal
Sem saber me hipnotiza
Sou uma serpente numa dança indiana
Presa nas doces melodias
Que flutuam e tocam o infinito
Vejo flores em qualquer canto, qualquer concreto
Azul no céu cinza
Busco na lembrança
Seu riso espontâneo
Seu piscar de olho encantador
Sua voz que veste meu ouvido como uma luva
Sua face séria
Nessas lembraças ganho força pra um dia cansado
Calor pra uma tarde ensolarada e fria de setembro
Essa é minha medicina alternativa
Minha vitamina diária
Imagino, penso, viajo, fantasio
Nas flores que ainda não mandei
Nas cartas e poemas que não escrevi
Nas declarações que não fiz
Em qual presente ainda vou dar
Talvez um par de brincos, um livro, um cd
Ou qualquer coisa excêntrica
Um artefato gracioso do oriente que toque sua alma
Um sino
Sua presença é um pedacinho do céu
Onde posso repousar
Tirar curtas férias do tormento do mundo
Experimentar minutos de paz

5 comentários:

Copélio disse...

Qdo cessa o fogo da paixão,qdo a calmaria do amor toma conta é que temos a oportunidade de degustar o sabor e delicia de poder AMAR...

Girl To Girl disse...

"Busco na lembrança
Seu riso espontâneo
Seu piscar de olho encantador"
PArabéns!!! Muito bonito!

Coringa n' Roll disse...

caramba q doido essa parada...

Jân Bispo disse...

Passei para agradecer seu comentario no meu blog e ver o seu espaço,muito bom o seu trabalho aqui. Seu poema é uma linda visão da vida, é uma bela formula para viver de uma maneira mais simples e intensa, muito legal, sucesso!

Lú Rapozzo disse...

Lindooooooo poema *-*
parabéns ....continue assim ^^

beijuxx
;**